Conquistaste-me pelo teu sentido de humor. Mas acima de tudo pela tua imensa frontalidade e sinceridade.
Conquistaste-me porque te dedicaste a mim naquela noite, e me levaste para uma ruela deserta, de madrugada. Não desististe enquanto não aceitei um passeio de prazer contigo. Essa persistência trouxe-te frutos. Trouxe-te as tão ambicionadas gotas do meu prazer nos teus lábios, na tua língua, quando saímos para fora do carro e me deitaste o corpo sedento por cima do capot, para te facilitar o alcance a tais pérolas.
Foi também com os pés quase a atingir a lua que gemi e arqueei as costas por cada entrada em que me conduzias a arrepios de deleite e humor. E por cada saída, seguida de entrada, seguida de saída, ritmada, compassada, controlada, arfante,estrelada passagem que percorrias em mim. Uma noite quente, com uma brisa amena, que nos fez suar os corpos ligados. Uma noite intensa onde te torturei, sentada no teu colo, até que me imploraste que parasse. Não aguentavas mais e não querias dar por terminada uma jornada que te custou a conquistar. Quiseste mostrar-me a tua mestria, eu torturei-te com prazer, gemidos, gula e luxúria. Senti-me rainha e dona dos teus desejos, e foi apenas quando o dia amanheceu que te libertei de mim. Torturaste-me tu em seguida, por te teres deixado levar pelas minhas pernas abertas no teu colo. E não desististe até me ouvires gritar na alvorada que se avizinhava, até me sentires estremecer debaixo de ti tornando-te o dono e senhor...






