domingo, 10 de novembro de 2013

Gula...



Sentir a tua pele na minha. Inalar o teu cheiro. Saborear o teu paladar.
Os teus sentidos preenchem-me com sensações.

É no teu olhar que recebo o desejo. É na tua respiração que percebo a satisfação. É na tua pele que encontro o orgasmo sublime. É na tua boca que viajo em tremores. É o teu cheiro que me excita.

Reter-te entre as minhas pernas. Anseio olhar-te quando a tua boca não pode falar. A forma como prendes o meu olhar no teu. Observas enquanto me excitas. Observas enquanto me devoras com a língua, em movimentos errantes, dispersos, desconexos. Prolongas para me torturar. Por cada círculo que desenhas em volta do meu clítoris, desvias o teu curso em seguida num contínuo enlace de prazer. Antecipas o momento em que me vais fazer pedir-te que não pares. De súbito terminas. Sopras onde eu preciso que me chupes. Fazes vibrar a memória da gula com que outrora me devoraste. E observas. E apertas. Sugas. Sugas uma excitação urgente. Esvazias uma luxúria permanente.

Encosto na parede fria a tua pele ardente. Ardente de mim. Pedes que te receba dentro de mim. E é com desmesurada contenda que me posiciono de frente para um cálice de luxo. Tu comandas o quanto eu vou receber. Fecho os lábios inchados em torno de um desejo rijo. Percorro com a língua molhada a tua pele pulsante de excitação. Engulo gotas de um prazer antecipado. Controlas a velocidade. Fazes-te aparecer e desaparecer dentro da minha boca. Agora sou eu que prende o teu olhar no meu. Controlas a tua excitação e a minha. Decides quando te queres vir. Decides quando me darás o prazer do teu orgasmo. Do meu orgasmo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

(Ex)Change...





A partilha.... Sabes o que é partilhar? Sabes que vontade é esta que eu tenho? Sabes o que é sentir que todos os segundos são perdidos quando não te sinto? Chego a transportar as dores que me afligem para o meio das pernas. Concentro ali tudo o que sou. E não deixa de ser o sítio onde mais gostas de estar.
 Não por fome, mas não deixo de me sentir esfomeada de ti.

Todos os prazeres são armas. Armas de alto calibre. A minha vagina é uma 38 escondida... E queres fodê-la não é? Estou a caminho de ficar sem cuecas. Vejo nos teus olhos o descontrole, o desassossego, o inalar profundo do meu cheiro, do meu perfume. O prenúncio do prazer dilata os corpos, dilata os poros. Consigo antever o teu pénis erecto a pronunciar-se , a dar o seu voto na matéria, a assinar a folha de presenças. Não pretendo desperdiçar a tua erecção. Quero sentir o teu sexo. É a extensão que me falta. A extensão que me completa quando revelas a imponência da tua erecção. 

Olho em volta, e movem-se corpos ao sabor do sexo. Não é sexo fácil. É antes um declarar de novas posições como que o aclamássemos de difícil. Roupas que se despem, sôfregas mas ainda assim saboreadas. O êxtase estampado em peles brilhantes e ansiosas. Sexos erguidos, prazeres que escorrem de uns para outros, suspiros exalados, braços que se atropelam, beijos que percorrem a pele ardida. Mãos que são bocas. Bocas que são mãos. Quantos sexos é preciso abrir? Quantos sexos é preciso saborear como tentativa de uma saciedade enganadora? Degustam-se corpos como a um banquete. 
E fode-se. Fode-se a toda a hora. Gosto tanto de foder. Exactamente como quero e apenas o que quero. Quero mudar de foda. E mudar de homem. E mudar outra vez!!


sábado, 19 de outubro de 2013

Hora do sexo



Abraça-me já. Abraça-me toda. Engole-me nos teus braços.
O prazer não espera. O prazer é impaciente, sempre impaciente. 
O prazer é sempre ansioso, irremediavelmente ansioso, 
sempre a um segundo de se pôr na alheta.
Mexe-te antes que eu me ponha na alheta. 
Enche-me de prazer antes que eu desapareça.

Anseio para que o tempo escorra por entre as nossas peles. 
Quero sentir o nosso espaço preenchido. Quero que sejamos o espaço ocupado. 
Sinto a tua pele a arder e percebo que ainda vamos a tempo. 
Deliciosamente e pornograficamente a tempo. 
Fode-me com a alma mas por favor não te esqueças do corpo!

E depois do orgasmo tem de haver outro orgasmo. 
Assim como um ponto final no semi-orgasmo anterior. 
Um culminar em orgasmo do quase-orgasmo que tivemos antes. 
Porque só depois do orgasmo conseguimos contemplar todas as sensações.

Consome-me em gemidos e mata-me a vontade.
Ajoelha-te ao serviço do prazer....

Até já!



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Agarra-Me!!!




Rasga as vestes que me cobrem a pele.
Dilacera o meu corpo em beijos e apertões.
Embrulha as tuas mãos fortes, grandes, másculas nos meus cabelos encaracolados e domina-me.
Domina-me a saborear-te. 
A provar-te.
Força-me a dar-te prazer tal como gostas. 
Exactamente como pretendes senti-lo. 
À medida da tua vontade. 
Do teu desejo. 
Da minha luxúria.
 
Percorro ávida a extensão grossa e dura da tua tesão.
Delicio-me ao ouvir-te gemer quando libertas a primeira gota de prazer, que me apresso a não desperdiçar ao lambê-la antes que se perca.
Vibro ao observar como sei fazer-te delirar.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Castig(ArTe)...




O corpo é a recriação perfeita de uma bandeja. Serve perfeitamente para enganar os mais distraídos. Para forjar intentos. Há quem passe pelo corpo sem nunca passar pela vida. E neste percurso se arquitectam castigos. Punições de algo. Por algo. Como consequência de algo. Onde o castigado mal vai conseguir entender a valência de tal acto. A felicidade pode estar na capacidade em compreender que o castigo surge somente como consequência de algo que valia todos os castigos sofridos. Não é fácil. Eu não disse que o era. Mas auto-flagelar-se depois de sofrer por um castigo, é mais difícil. Se foi muito bom, então vai haver castigo. 
E se foi... Então aconteceu. Passou. Já era. A corda partiu-se. Ambicionar esticar uma corda que já está partida, torna-se a maior das seguranças. Porque o pior já passou. Já aconteceu. Haverá melhor sentido de liberdade ou independência do que esta? É um salto vertiginoso sem rede. Sem ambição. E se só se espera o nada, estamos prontos para receber o tudo! Quando já perdeste tudo o que tinhas a perder: és invencível! Porque há dois tipos de invencíveis: os que ganham sempre; e os que perdem sempre. Aquilo que hoje te parece como uma derrota, não é mais que uma curvatura, apertada certamente. Uma pedra no sapato que te faz perder o foco.



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Gosto...



É difícil dizer-Te não... 
Pela certeza de que vai ser bom. 
Muito bom. 
Se não é para ser bom, então não me dispo em segundos. 
Por mim só me encontrava contigo nua.
Já conhecemos os caminhos. 
Instintivamente saboreamos o prazer na pele um do outro. 
Permanecem sempre atalhos por percorrer. 
Explorações reproduzidas onde atalhamos vontades cobertas de exalações. 
Entre um minuto e outro se descobre um gemido. 
Entre um desejo e outro se consegue parar o relógio.
 
Gosto que Me domines... 
Porque sei que Te dá prazer. 
E gosto. 
Gosto de Te sentir a controlar. 
A controlar-Me. 
Porque Te quero foder. 
Porque Me queres foder.
 

- Beija-me até eu esquecer.
- Fode-me até eu esquecer.
- Esquecer o quê?
- O nada.

 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Bosque...




Estava escolhida a noite.
Estava escolhida a actividade.
Foram os nós os culpados...
Dos nós passámos à lingerie.
Gostas de preto, disseste-me. Fiz-te a vontade. Também fizeste a minha...
Brindados por pirilampos que fizeram brilhar a nossa noite fresca, descobrimo-nos abraçados e deitados por entre a erva.
 
Se é pra acontecer, pois que seja agora!
O que tem de ser, tem muita força.
 
Dispus-me a envolver-Te a vontade com a minha língua, de gulosa que sou.
Ouvir-Te gemer enquanto traçava círculos de prazer em Ti com a minha língua pecaminosa, fez-me sorrir e querer torturar-Te ainda mais de desejo. 
"Ainda gosto mais de ti!"
Gemidos que verbalizavas cada vez mais alto. Gemidos que me fizeram aumentar a intensidade. Gemidos que me tornaram mais húmida, para onde Te encaminhaste e Te escondeste por alguns momentos.

O Teu carinho fatia-me em pedaços de prazer....