À hora marcada lá me telefona ele. Queria saber se já me tinha masturbado. Se tinha realizado o ritual indicado enquanto ele se ausentava numa viagem. Acenei com a cabeça, sem que ele me pudesse ouvir, por vergonha de admitir que o tinha cumprido. E repetido! Sentir a minha pele a arder de desejo. Sentir as suas mãos possessivas em mim, mesmo com ele ausente. Tocar-me ao comando de uma voz que me chega ao ouvido rouca de excitação, exalada repentinamente. Decerto acompanhada de um desejo visível nele, assim eu pudesse erguê-lo por entre os meus dedos. Conheço tão bem aqueles traços vigorosos de uma masculinidade que me preenche a cada momento. Um poder exercido a cada penetração. Um gemido que se perde num compasso ritmado. Desejos múltiplos que realizas a cada viagem. Ensinas-me a ser mais tua. Penetras-me a consciência num prazer partilhado. Exaltas-me a pele com um fervor alucinante. Arrepias os limites da minha Luxúria que esticas sem contemplação. Impulsionas mais uma vez. Imploro-te pelo orgasmo para onde me transportas pelas curtas palavras que proferes. Afagas um desejo crescente que me faz tremer as pernas. Comandas o prazer que me concedes... E desligas...
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Peles que gemeram...
Sem máscaras nos mostrámos... À hora marcada lá tocámos à porta para uma noite repleta de Luxúria.
Brindámos e celebrámos o prazer. Dançámos e aquecemos os corpos frios e ansiosos. Ansiosos de um toque. Ansiosos de um beijo. Um aperto.
De trocas surgiram os carinhos e afagos próprios que quem estava desejoso de tirar a pouca roupa que envergava. Calores encheram o ambiente. Mãos despiram roupas, puxaram meias, tiraram cuecas. Línguas lamberam peles, sugaram lábios, beijaram prazeres.
Barreiras ultrapassadas, muros destruídos, beijos partilhados em uníssono com gemidos colectivos.
Foi bom, muito bom sentir o Teu beijo! Foi agradável sentir a Tua correspondência aos meus desejos. Foi um deleite ouvir-Te falar...
A memória enche-se de prazeres devolvidos e partilhados. Conversas e gemidos abafados. Guarda a história quem por lá andou. No segredo se guarda o prazer! Foi um atrevimento!!!
(E Tu?)
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
De mãos cheias....
Sabiam que se valia a pena, só podia ser aquilo. O aperto, a Luxúria, a asfixia, o prazer, o toque lascivo, o arrepiar da pele. Um chega após o outro. Três. São três que se combinam, que se partilham, que se descobrem. Todos se olharam sem se verem. O reencontro de gentes que não se cruzam. O abraço de peles que vibram em uníssono. A urgência de um check-in. A ansiedade de um sorriso acolhedor. O conforto de um quarto.
Quando os corpos de encontram, os olhares confirmam vontades confessadas. As vestes são despidas. A pele é afagada, arrepiada, apertada, Os traços da face são beijados. Os contornos do corpo são reconhecidos, incendiados. Seguiu-se a sedução. O sopro leve na pele quente. O gemido arrancado por afagos de volúpia entre lábios húmidos. A quatro mãos. Lábios inundados a quatro mãos. Ora da esquerda, ora da direita. Ela exala um prazer há muito contido que se prolonga pelo toque plural que lhe inunda o sexo molhado.
Sente-se uma parede fria na pele. Um aperto entre corpos que se presenteiam em beijos. Beijos de sabores diferentes. Beijos de sabores iguais quando passam pelos mesmos lábios sedentos. Sedentos que sejam sugados. Desejos erguidos que são afagados por mãos de uma mesma dona. Corpos juntos ligados por duas mãos que estimulam vontades, que aprontam desejos, que antecedem um prazer múltiplo.
CorpoS que fodem com fervor, com gula, com Luxúria, com prazer.
Uma cama almofadada que serve de cenário. Primeiro um corpo. Depois outro corpo, e outro corpo. Arfam em conjunto de puro contentamento. Fodem-se. Lambem-se. Preenchem-se. Descobrem-se.
Três corpos aos quais se juntam mais corpos. Nus. Despidos de medos. Múltiplos corpos que se derretem. Esfregam, sucumbem ao prazer beijado, soprado, lambido, apertado. Voraz e Descomplicado. Intenso e Provocante. Provocado e Seduzido.
Lençois que se embrulham e se molham do que escorre dos corpos entrelaçados. Corpos que só podem ser-se por instantes partilhados, cúmplices. Fica a certeza da intensidade com que se foderam....
Um até já coberto de beijos molhados....
domingo, 10 de novembro de 2013
Gula...
Sentir a tua pele na minha. Inalar o teu cheiro. Saborear o teu paladar.
Os teus sentidos preenchem-me com sensações.
É no teu olhar que recebo o desejo. É na tua respiração que percebo a satisfação. É na tua pele que encontro o orgasmo sublime. É na tua boca que viajo em tremores. É o teu cheiro que me excita.
Reter-te entre as minhas pernas. Anseio olhar-te quando a tua boca não pode falar. A forma como prendes o meu olhar no teu. Observas enquanto me excitas. Observas enquanto me devoras com a língua, em movimentos errantes, dispersos, desconexos. Prolongas para me torturar. Por cada círculo que desenhas em volta do meu clítoris, desvias o teu curso em seguida num contínuo enlace de prazer. Antecipas o momento em que me vais fazer pedir-te que não pares. De súbito terminas. Sopras onde eu preciso que me chupes. Fazes vibrar a memória da gula com que outrora me devoraste. E observas. E apertas. Sugas. Sugas uma excitação urgente. Esvazias uma luxúria permanente.
Encosto na parede fria a tua pele ardente. Ardente de mim. Pedes que te receba dentro de mim. E é com desmesurada contenda que me posiciono de frente para um cálice de luxo. Tu comandas o quanto eu vou receber. Fecho os lábios inchados em torno de um desejo rijo. Percorro com a língua molhada a tua pele pulsante de excitação. Engulo gotas de um prazer antecipado. Controlas a velocidade. Fazes-te aparecer e desaparecer dentro da minha boca. Agora sou eu que prende o teu olhar no meu. Controlas a tua excitação e a minha. Decides quando te queres vir. Decides quando me darás o prazer do teu orgasmo. Do meu orgasmo.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
(Ex)Change...
A partilha.... Sabes o que é partilhar? Sabes que vontade é esta que eu tenho? Sabes o que é sentir que todos os segundos são perdidos quando não te sinto? Chego a transportar as dores que me afligem para o meio das pernas. Concentro ali tudo o que sou. E não deixa de ser o sítio onde mais gostas de estar.
Não por fome, mas não deixo de me sentir esfomeada de ti.
Todos os prazeres são armas. Armas de alto calibre. A minha vagina é uma 38 escondida... E queres fodê-la não é? Estou a caminho de ficar sem cuecas. Vejo nos teus olhos o descontrole, o desassossego, o inalar profundo do meu cheiro, do meu perfume. O prenúncio do prazer dilata os corpos, dilata os poros. Consigo antever o teu pénis erecto a pronunciar-se , a dar o seu voto na matéria, a assinar a folha de presenças. Não pretendo desperdiçar a tua erecção. Quero sentir o teu sexo. É a extensão que me falta. A extensão que me completa quando revelas a imponência da tua erecção.
Olho em volta, e movem-se corpos ao sabor do sexo. Não é sexo fácil. É antes um declarar de novas posições como que o aclamássemos de difícil. Roupas que se despem, sôfregas mas ainda assim saboreadas. O êxtase estampado em peles brilhantes e ansiosas. Sexos erguidos, prazeres que escorrem de uns para outros, suspiros exalados, braços que se atropelam, beijos que percorrem a pele ardida. Mãos que são bocas. Bocas que são mãos. Quantos sexos é preciso abrir? Quantos sexos é preciso saborear como tentativa de uma saciedade enganadora? Degustam-se corpos como a um banquete.
E fode-se. Fode-se a toda a hora. Gosto tanto de foder. Exactamente como quero e apenas o que quero. Quero mudar de foda. E mudar de homem. E mudar outra vez!!
sábado, 19 de outubro de 2013
Hora do sexo
Abraça-me já. Abraça-me toda. Engole-me nos teus braços.
O prazer não espera. O prazer é impaciente, sempre impaciente.
O prazer é sempre ansioso, irremediavelmente ansioso,
sempre a um segundo de se pôr na alheta.
Mexe-te antes que eu me ponha na alheta.
Enche-me de prazer antes que eu desapareça.
Anseio para que o tempo escorra por entre as nossas peles.
Quero sentir o nosso espaço preenchido. Quero que sejamos o espaço ocupado.
Sinto a tua pele a arder e percebo que ainda vamos a tempo.
Deliciosamente e pornograficamente a tempo.
Fode-me com a alma mas por favor não te esqueças do corpo!
E depois do orgasmo tem de haver outro orgasmo.
Assim como um ponto final no semi-orgasmo anterior.
Um culminar em orgasmo do quase-orgasmo que tivemos antes.
Porque só depois do orgasmo conseguimos contemplar todas as sensações.
Consome-me em gemidos e mata-me a vontade.
Ajoelha-te ao serviço do prazer....
Até já!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Agarra-Me!!!
Rasga as vestes que me cobrem a pele.
Dilacera o meu corpo em beijos e apertões.
Embrulha as tuas mãos fortes, grandes, másculas nos meus cabelos encaracolados e domina-me.
Domina-me a saborear-te.
A provar-te.
Força-me a dar-te prazer tal como gostas.
Exactamente como pretendes senti-lo.
À medida da tua vontade.
Do teu desejo.
Da minha luxúria.
Percorro ávida a extensão grossa e dura da tua tesão.
Delicio-me ao ouvir-te gemer quando libertas a primeira gota de prazer, que me apresso a não desperdiçar ao lambê-la antes que se perca.
Vibro ao observar como sei fazer-te delirar.
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