sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Palmoteada...



Vontade de ser invadida em todos os sentidos pela Tua dureza. Irremediavelmente invadida. Fatalmente penetrada uma e outra vez. Dolorosamente afagada pelas Tuas mãos possantes. Quero que me agarres de forma implacável. Que evites que eu me movimente. Que me forces a procurar prazer em Ti. É insanável esta urgência em esgotar energias no Teu corpo. Esvair o corpo em prazer exclamado. Derreter todos os músculos tal o fogo que nos rodeia e que se liberta em gotas salgadas que lambo na Tua pele. Apetece-me ser consumida em toda a extensão do meu desejo que Te esforças por lamber em torrentes por entre as minhas pernas...



And you? What do you want?

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Numb...



Passo a noite na madrugada do teu corpo. Divago por entre histórias contadas, versadas em sexo audaz. Um sexo por demais guloso, impregnado de um desejo quase absurdo até. Há conexões que são cravadas a ferros em peles que se consomem, por vezes em lume brando, outras repletas de labaredas quase dolorosas pela resistência que lhe fazemos. Empurramos portas sem cerrar o trinco. Desviamos o curso na primeira esquina como que a evitar o embate. Inútil. Inútil perante a gravidade que atrai peles que se queimam uma e outra vez. Um queimar de desejo, tal a insanidade de ambos em se consumirem. O magnetismo aterroriza e exige uma força maior sempre que se lhe queira fazer frente. Mas também traz inevitabilidade, pois existem fomes e peles que não sobrevivem sem o timbre alheio, na ausência da marca que lhe pertence. A sensação de completo, de cheio, nunca chega. Um sinal que não é possível obter. Fodemos. Fodemos uma e outra vez para sobrevivermos um no outro. Fodemos sempre na busca de um recheio que quase sempre se olha incompleto...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sleeping...



Banqueteio-me a observar-te o corpo suado, cansado, saciado. Entre um grito e um afago, alimentámos a gula sem clemência. Como uma necessidade impreterível. Com uma precisão desesperante. Onde o meu corpo organiza o teu. Por cada alternar de ritmo ou direcção, movemo-nos em busca do novo encaixe onde podemos sublimar o que nos une. Amamo-nos sem pedir licença, sem palavras desnecessárias proferidas em vão. O olhar de um verbaliza o "sim, permito" de que o olhar do outro precisa. Depois de engolido o desejo, deitamos o sexo sobre os lençóis do orgasmo. Adormecemos esse mesmo sexo que latejou com fervor e explodiu em prazer, tendo sido salpicado com gotas do mais puro sentir, do mais intenso consumo.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

What now?...




À hora marcada lá me telefona ele. Queria saber se já me tinha masturbado. Se tinha realizado o ritual indicado enquanto ele se ausentava numa viagem. Acenei com a cabeça, sem que ele me pudesse ouvir, por vergonha de admitir que o tinha cumprido. E repetido! Sentir a minha pele a arder de desejo. Sentir as suas mãos possessivas em mim, mesmo com ele ausente. Tocar-me ao comando de uma voz que me chega ao ouvido rouca de excitação, exalada repentinamente. Decerto acompanhada de um desejo visível nele, assim eu pudesse erguê-lo por entre os meus dedos. Conheço tão bem aqueles traços vigorosos de uma masculinidade que me preenche a cada momento. Um poder exercido a cada penetração. Um gemido que se perde num compasso ritmado. Desejos múltiplos que realizas a cada viagem. Ensinas-me a ser mais tua. Penetras-me a consciência num prazer partilhado. Exaltas-me a pele com um fervor alucinante. Arrepias os limites da minha Luxúria que esticas sem contemplação. Impulsionas mais uma vez. Imploro-te pelo orgasmo para onde me transportas pelas curtas palavras que proferes. Afagas um desejo crescente que me faz tremer as pernas. Comandas o prazer que me concedes... E desligas...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Peles que gemeram...

Sem máscaras nos mostrámos... À hora marcada lá tocámos à porta para uma noite repleta de Luxúria.
Brindámos e celebrámos o prazer. Dançámos e aquecemos os corpos frios e ansiosos. Ansiosos de um toque. Ansiosos de um beijo. Um aperto.


De trocas surgiram os carinhos e afagos próprios que quem estava desejoso de tirar a pouca roupa que envergava. Calores encheram o ambiente. Mãos despiram roupas, puxaram meias, tiraram cuecas. Línguas lamberam peles, sugaram lábios, beijaram prazeres.


Barreiras ultrapassadas, muros destruídos, beijos partilhados em uníssono com gemidos colectivos.
Foi bom, muito bom sentir o Teu beijo! Foi agradável sentir a Tua correspondência aos meus desejos. Foi um deleite ouvir-Te falar... 
A memória enche-se de prazeres devolvidos e partilhados. Conversas e gemidos abafados. Guarda a história quem por lá andou. No segredo se guarda o prazer! Foi um atrevimento!!!

(E Tu?)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

De mãos cheias....




Sabiam que se valia a pena, só podia ser aquilo. O aperto, a Luxúria, a asfixia, o prazer, o toque lascivo, o arrepiar da pele. Um chega após o outro. Três. São três que se combinam, que se partilham, que se descobrem. Todos se olharam sem se verem. O reencontro de gentes que não se cruzam. O abraço de peles que vibram em uníssono. A urgência de um check-in. A ansiedade de um sorriso acolhedor. O conforto de um quarto.
Quando os corpos de encontram, os olhares confirmam vontades confessadas. As vestes são despidas. A pele é afagada, arrepiada, apertada, Os traços da face são beijados. Os contornos do corpo são reconhecidos, incendiados. Seguiu-se a sedução. O sopro leve na pele quente. O gemido arrancado por afagos de volúpia entre lábios húmidos. A quatro mãos. Lábios inundados a quatro mãos. Ora da esquerda, ora da direita. Ela exala um prazer há muito contido que se prolonga pelo toque plural que lhe inunda o sexo molhado.
Sente-se uma parede fria na pele. Um aperto entre corpos que se presenteiam em beijos. Beijos de sabores diferentes. Beijos de sabores iguais quando passam pelos mesmos lábios sedentos. Sedentos que sejam sugados. Desejos erguidos que são afagados por mãos de uma mesma dona. Corpos juntos ligados por duas mãos que estimulam vontades, que aprontam desejos, que antecedem um prazer múltiplo.
CorpoS que fodem com fervor, com gula, com Luxúria, com prazer.
Uma cama almofadada que serve de cenário. Primeiro um corpo. Depois outro corpo, e outro corpo. Arfam em conjunto de puro contentamento. Fodem-se. Lambem-se. Preenchem-se. Descobrem-se.
Três corpos aos quais se juntam mais corpos. Nus. Despidos de medos. Múltiplos corpos que se derretem. Esfregam, sucumbem ao prazer beijado, soprado, lambido, apertado. Voraz e Descomplicado. Intenso e Provocante. Provocado e Seduzido.
Lençois que se embrulham e se molham do que escorre dos corpos entrelaçados. Corpos que só podem ser-se por instantes partilhados, cúmplices. Fica a certeza da intensidade com que se foderam....


Um até já coberto de beijos molhados....

domingo, 10 de novembro de 2013

Gula...



Sentir a tua pele na minha. Inalar o teu cheiro. Saborear o teu paladar.
Os teus sentidos preenchem-me com sensações.

É no teu olhar que recebo o desejo. É na tua respiração que percebo a satisfação. É na tua pele que encontro o orgasmo sublime. É na tua boca que viajo em tremores. É o teu cheiro que me excita.

Reter-te entre as minhas pernas. Anseio olhar-te quando a tua boca não pode falar. A forma como prendes o meu olhar no teu. Observas enquanto me excitas. Observas enquanto me devoras com a língua, em movimentos errantes, dispersos, desconexos. Prolongas para me torturar. Por cada círculo que desenhas em volta do meu clítoris, desvias o teu curso em seguida num contínuo enlace de prazer. Antecipas o momento em que me vais fazer pedir-te que não pares. De súbito terminas. Sopras onde eu preciso que me chupes. Fazes vibrar a memória da gula com que outrora me devoraste. E observas. E apertas. Sugas. Sugas uma excitação urgente. Esvazias uma luxúria permanente.

Encosto na parede fria a tua pele ardente. Ardente de mim. Pedes que te receba dentro de mim. E é com desmesurada contenda que me posiciono de frente para um cálice de luxo. Tu comandas o quanto eu vou receber. Fecho os lábios inchados em torno de um desejo rijo. Percorro com a língua molhada a tua pele pulsante de excitação. Engulo gotas de um prazer antecipado. Controlas a velocidade. Fazes-te aparecer e desaparecer dentro da minha boca. Agora sou eu que prende o teu olhar no meu. Controlas a tua excitação e a minha. Decides quando te queres vir. Decides quando me darás o prazer do teu orgasmo. Do meu orgasmo.