
Procurava-o sempre que precisava sentir. No imediato viajava para as terras do prazer, onde o desejo lhe imergia à pele em espasmos de desejo descontrolado. Sem palavras, sem conversas, encostava-se na pele nua do peito dele. Os arrepios que assolavam o desespero dela eram a prova da demência com que se deparava diariamente. Oferecia orgasmos a si mesma com dedos sábios, de quem sabe que trilhos percorrer. Mas quando se deixava escorrer na boca dele, por entre gritos abafados, o orgasmo era sentido a um nível superior. Beijava ávida a boca dele no segundo seguinte para se relembrar do sabor do desejo na boca que sentia como sua. Lambia os lábios ainda húmidos, sem deixar vestígios da compostura que perdia a cada toque. Buscava cegamente aquele tremor nas pernas, que as mãos firmes dele amparavam. Num abraço só, suspirava de alívio. Quando as mãos dele a acariciavam nas costas, libertavam dores de prazer libertador. Dedos que pareciam como seus, que eram sentidos como donos da mesma pele. Uma pele vibrante e gulosa, que se esquece quem é sempre que é recebida nos braços dele. Queria senti-lo como água na boca dela. Queria molhá-lo com a língua irrequieta. Envolveu-o com os seus lábios vermelhos e sentiu-o mais molhado ainda. Dona de uma sede que a matava a cada minuto, engoliu o que lhe foi dado de livre vontade, quando o desejo se libertou da repressão....