quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Outra...




Atropelam-se convites para partilhar lençóis a três!
Vindos de toda e qualquer parte. Deste e daquele lado.

Dois pares de seios, uns cheios, outros menos. Cabelos compridos escuros e castanhos, ou ruivos, ou loiros, com caracóis que se movimentam no lamber da língua. Unhas pintadas em dois pares de mãos que esfregam e acariciam um peito musculado, ou magro, ou roliço... Duas bocas que se ocupam de apenas uma tesão violentamente erguida. Uma boca com batom vermelho que lambe a dureza imensa que se pronuncia afastada das bolas dependuradas que são chupadas por outra boca de lábios mais finos. Apenas uma tesão engolida por uma boca feminina gulosa. Mãos másculas que seguram uma anca que esfrega o próprio clítoris numa língua espetada. Dois rabos, diferentes na forma, que se emparelham empinados à disposição da partilha de um só penetrador. Uma foda a três onde Duas se ocupam de Um...

Acumulam-se propostas... na privação da Outra!...

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Desejos à 6ª feira...




A tua língua não se escreve.
Não se descreve.
Quero-me lambida.
Quero-me acicatada por pancadas bruscas mas breves.
Quero-me tremida pelo vibrato da tua voz.
Quero-me sugada pela tua boca.
Quero-me trespassada na carne por uma tesão forte e intensa.




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Submersão...



Afundas-me quando me arremetes uma e outra vez.
Ancorada no profundo do leito, afundo-me no teu peso sobre o meu corpo.
Arremessada a cada investida.
Acometida por um latejar ritmado, impeles-te adentro por uma fenda receptiva.
Húmida em torrente por te saber a observar-me.
Unhas que cravam pele, rabo, e coxas perspiradas.
Sinto-te ressumbrar pelas minhas costas trementes.
Gotejas em mim os desejos comprimidos ao segundo.
Abalo lasciva, amparada no manto que nos acolhe.
Sucumbo no prazer recebido.
E vergo ao deleite por ti sentido.
Derretida em Luxúrias prementes, presentes, latentes, escorridas....

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Brand...


Tens um jeito distraído, desconcentrado e divertido de te moveres. És brincalhão e implantas-me um sorriso nos lábios. Levaste-me para longe no segredo da noite. Surpreendeste-me com um beijo intenso. Entre-cortámos conversas da mente. Iniciámos diálogos corporais com as devidas apresentações. Sentiste-me quente e húmida. Revelaste-me a tua tesão crescente. Rodopiámos até ao leito do prazer.
Envolvemos a pele na pele um do outro. Colamos beijos nos desejos húmidos. Espalhamos a língua a incendiar fogos que acendem e reacendem aqui e ali. Dedilhamos curvas para desbravar caminhos desconhecidos. Colapso o teu corpo no meu. Sinto-te dentro e retenho-te por lá. Aperto-te quando tencionas sair. Puxo-te mais uma vez. Entras até ao fundo. Penetras-me a pele, as vontades, os desejos, os sentidos. Invades o calor da minha pele que arde intensamente. Queimas-me vontades. Gemes e vociferas impropérios quando te lambo. Numa dança enérgica emergem peles apertadas, marcadas e amarrotadas...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Demência!




Hoje não estás e o meu corpo queima. A pele ardente inflama os sentidos, clama pelo toque intenso, verbera por beijos teus, estremece pelo prazer demorado.

Hoje não estás e a memória do teu sabor enche-me a boca. O salgado da tua pele e a boca que constrói os ossos do teu olhar, a saliva do teu nome e os arrepios na carne que a tua voz provoca.

Hoje não estás e o silêncio abraça-me. Há momentos de ausência, esquecidos, quando não me habitas por dentro. Gosto do calor das tuas trevas quando te recebo. Gosto da maturidade absoluta dessa tua demência de mim.

Hoje não estás e sinto o pedaço húmido para onde me levas. Enlouqueço nos corredores da carne. Percorro o impulso da carne. Dedilhas em mim o prazer.



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Lucky Strike



Desconhecia o poder de uma massagem minha num peito jovem, moreno e reservado. Completamente descontraída e sem antever o que se aproximava, ofereci as minhas mãos ao trabalho numa destas noites amenas e bem agradáveis. Por entre uma camisa ligeiramente aberta, as mãos perscrutaram dores e tensões musculares de forma hábil. Observei satisfação e relaxamento num rosto bonito. Uma língua perfurada com um piercing que se mostra acompanhado de gemidos de prazer pela massagem recebida, e por vezes algum silvo de dor também. Foi só quando brincaste com dois dedos meus na tua boca que me apercebi de um suposto desejo.
Apesar da minha surpresa, mantive-me na minha missão terapêutica. Foste puxando o meu corpo para mais próximo do teu. Seguravas as minhas mãos e fazias com que as mesmas te abraçassem, prendendo-te. Pediste-me que não parasse e assim fiz. Também percebi que enquanto estivéssemos acompanhados, não se aperceberiam da troca de desejos e sinais que as nossas mãos travavam. Passados alguns momentos, já mais em privado, fizeste as minhas mãos chegar à tua cintura e senti a tua pele aquecer. Aconchego o volume que me apresentas, nem me apercebendo que podemos ser observados. Mas na verdade até aumenta a excitação. Porque só o brincar com o fogo aquece. O resto acaba por se sentir morno. Preciso de me sentir a queimar para saber que vale a pena arriscar.
Verbalizaste o teu desejo de uma forma pornográfica até, quando exibiste o teu membro crescido e intumescido nas luzes daquela noite. Sobejava das minhas mãos quando me apoderei dele. Entregaste-me nova missão às mãos esmeradas que te massajaram ombros, peito, costas e cabeça. A minha boca abeirou-se também para se juntar ao repasto, gulosa que estava de te provar. Confesso-me faminta na presença de tão portentoso membro e lanço-me a lamber afincadamente. Encontramo-nos na esquina do teu orgasmo, envoltos na descoberta inteira do teu prazer massajado. Recolho gota por gota do que me entregas nos lábios. Sorteada no prazer, assim se enriquece numa noite de sabores e cheiros intensos...